O legado de Napoleão mudou o pensamento do século 19

O legado de Napoleão mudou o pensamento do século 19

Se há uma figura notável do século 19, é Napoleão Bonaparte. Ele só é capaz de configurar toda uma época da história, não só francesa, mas também mundial. Ele viveu o momento mais crucial da história contemporânea e se tornou um filho da revolução. Em seus ideais, as ideias jacobinas e girondinas convergiram. Durante os 13 anos em que esteve no poder, ele permaneceu fiel aos ideais que perdurariam, não apenas ao longo do século, mas até hoje.

Por cima de tudo, Napoleão era um guerreiro, um militar excepcional que cunhou seu prestígio no campo de batalha. Ele deixou uma mudança na guerra para a posteridade. Já não eram apenas exércitos contra exércitos, mas com o princípio da “nação em armas” e a mobilização geral do país diante do perigo, os invasores teriam que derrotar o exército e ocupar em massa todo o território.

As ideias centrais do guerra napoleônica Eram superioridade numérica, concentração de esforço, necessidade de cobrir todo o teatro de operações, mobilidade e a importância do fator surpresa. O exército foi dividido em 3: passivo, ativo e reserva. Mas, sem dúvida, a tática foi o que veio a ser proclamado como o princípio básico de Napoleão. As principais táticas realizadas foram as manobras envolventes (Ulm, 1805) e as linhas interiores (Austerlitz, 1805). Sem a tática, o exército do general francês teria sucumbido em ambos os confrontos.

Como político, ele deixou duas premissas claras: “Meu talento é ver claramente"Y"A alta política nada mais é do que bom senso aplicado a grandes coisas”. Portanto, seu mandato foi baseado no clareza de ações e bom senso. Com base nisso, ele editou diversas leis que, segundo suas palavras, foram fundadas “com moderação, ordem e justiça”.

Em 1804, Napoleão criou o Código Civil, o que ajudaria muito a pacificar a situação revolucionária em que a França estava mergulhada. Seus primeiros anos no poder foram orientados para consolidar a revolução e para acalmar a situação em que o país se encontrava.

Quando se proclamou imperador em 1804, na verdade, ele ainda governava com os mesmos princípios. No entanto, suas ideias evoluíram para um imperialismo descontrolado. Sua frase: "Eu sou o sucessor de Carlos Magno”, Ele dá uma ideia do que moveu os militares franceses. A aspiração suprema de Napoleão era reviver o Sacro Império Romano.. Ele queria ser reconhecido como igual pelo resto das casas reais europeias.

Esse ponto o fez se casar com Maria Luísa de Habsburgo em 1810. Ele pensava que, ao se relacionar com uma casa real tão antiga quanto os Habsburgos, ganharia mais prestígio. Também para aumentar a sua honra, ao ser proclamado imperador, pediu ao Papa Pio VII que o fizesse, tal como se fazia na antiguidade com os antigos imperadores romanos.

Em seus anos finais, o imperialismo e a ânsia de poder se misturaram com o objetivo de restabelecer as idéias revolucionárias em toda a Europa. Já não desejava apenas formar um império, mas via que a revolução pela qual tanto trabalhou acabaria sendo reduzida pelos Estados absolutistas europeus.

Em definitivo, Napoleão era um "filho da revolução", como eles o batizaram. Foi um general brilhante, mas um político que acabou deixando que seu imperialismo e desejo de reconhecimento o consumissem. Ele deixou um legado de leis que seriam aplicadas até hoje, como, por exemplo, o Código Civil. Ele mesmo, em suas memórias em Santa Elena afirmou assim: “O meu verdadeiro não consiste em ter vencido sessenta batalhas, mas em que dei à França o Código Civil”. Mas, sem dúvida, sua maior herança foram os embriões revolucionários que semeou entre todos os tribunais europeus, que acabariam explodindo nas diferentes revoluções ocorridas ao longo do século XIX.

Apaixonado por História, é formado em Jornalismo e Comunicação Audiovisual. Desde pequeno amou história e acabou explorando os séculos XVIII, XIX e XX sobretudo.


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