‘A Guerra pelo Império de Alexandre o Grande’, de Robin Waterfield

‘A Guerra pelo Império de Alexandre o Grande’, de Robin Waterfield

No final das contas, até o sanguinário Alexandre teria se orgulhado do alcance de suas ambições, pois eles mergulharam o mundo conhecido em décadas de guerra.”. Embora existam poucos períodos na história comparáveis ​​às quatro décadas que se seguiram à morte de Alexandre, o Grande, que foram quarenta anos de verdadeiras guerras mundiais que marcariam o futuro da civilização ocidental nos séculos vindouros, houve muito poucas publicações que se referem a este tempo tão beligerante, até hoje.

O historiador britânico Campo de água Robin realizou um meticuloso trabalho de análise e recolha de dados relevantes para esta fase histórica singular e determinante, reunindo tudo numa obra interessante e original.

Este inglês, que atualmente reside em uma charmosa fazenda no Peloponeso, dedicou grande parte de sua carreira à tradução de clássicos. "Dividindo os despojos. A guerra pelo Império de Alexandre o Grande", Cujo título em espanhol foi traduzido e reduzido como"A guerra pelo império de Alexandre o Grande”, É um livro que apresenta algo mais do que uma luta entre as partes pela legitimidade de um Império órfão de sucessor, este período helenístico Foi muito importante devido à difusão da cultura grega pelo mundo conhecido, além do fato de os gregos, por sua vez, ampliarem sua concepção de indivíduo, da política e do sentido da vida em geral.

Por todas essas razões, o trabalho de Waterfield não pode ser classificado como o típico livro de guerras e batalhas pois abrange muitos assuntos que afinal compuseram todo o contexto histórico de que trata.

As Guerras dos Diádocos (sucessores de Alexandre o Grande) começou no ano 323 AC. após a morte de Alexander. A característica fundamental dessas guerras, ao contrário de suas predecessoras, é que elas conseguiram colocar macedônios contra macedônios, ou seja, iguais contra iguais, já que a Macedônia era um estado unitário governado centralmente por uma monarquia, a dinastia Argeada.

Muitos eram os aspirantes a herdeiros do vasto Império de Alexandre. Eu fui Heracles, o filho bastardo dele e de sua amante Bersine, que quando seu pai morreu tinha apenas cinco anos de vida, Arrideo, irmão mais velho do imperador e filho legítimo de Filipe, seu general Perdas a quem Alexandre concedeu o anel real antes de falecer, o filho de sua esposa Roxana que ainda latejava em sua barriga, e várias outras.

Mas nem todos eram homens, havia duas mulheres cuja ânsia de poder ultrapassava até mesmo a dos sucessores masculinos mais ambiciosos, Olympia, mãe de Alexandre, o Grande, e Adea Eurydice, esposa de Arrideo e meio parente de Alexandre. Tantos foram os que lutaram para ascender à glória do Império que depois de dez anos quase nenhum deles restou vivo, e aqueles que ainda respiravam, continuaram lutando. E é que a avidez pelo triunfo parecia tomar conta de suas vontades, tanto que houve quem viesse para o campo de batalha apesar de já estar praticamente velho.

Durante a história do seis guerras dos Diádocos, o leitor pode descobrir que certas passagens se tornam complicadas e difíceis de seguir. Em qualquer caso, a complexidade pertence ao tempo em questão, e não à mão que o descreve. Havia muitos protagonistas, muitas batalhas e muitas mudanças de lado, e isso sempre leva a um fio narrativo confuso, embora não menos verdadeiro por isso.

Portanto, o autor incluiu nos anexos (para facilitar a sua compreensão) uma extensa bibliografia, uma cronologia ad hoc, um glossário de personagens e algumas árvores genealógicas úteis.


Vídeo: Documentário: O Império de Alexandre O Grande